Silêncio... Um silêncio profundo
Açoitando minha face dolorida...
Mortas estão todas as horas...
Morta está a minha vida...
Esqueceram-me os deuses.
Pela felicidade fui banida!
Sou um espectro que não é ouvido,
Alma penada em meio a toda a gente!
Implorando uma existência descente...
Pedindo que se quebre esta corrente...
Vendo tantos sorrirem covardemente!
Tornando-me uma revoltada, descrente!
Por quê? Por que fui abandonada?
Por que não fui compreendida...
Nesta longa e miserável sobrevida?
Ofereci o melhor de mim sem medida.
Recebendo fel dos que ofereciam mel.
Cobrindo-me todos de afeição fingida!
Imperioso, é o veredicto que recebo...
É mister morrer para voltar a viver!
Criança que volta ao mundo é tão contente...
Acredita no afeto, na bondade, piamente...
Em colo amoroso pode adormecer...
Sabe que só carinho e amor irá receber!
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