terça-feira, 15 de abril de 2008

TANTO

Tanto me alertei, me alertei, e eu dormi,
mas dormir estava claro para mim,
que mesmo submissa ao pensamento,
estava viva e viverei, sempre vivi.

Tanto me alertei, me alertei, e eu caí,
num marasmo, talvez buscando alento.
Há algum tempo pensei que me perdi
e fiquei oca, já não tinha sentimento.

Ouço sopros etéreos... sobre-humanos,
e submissa estou à terra pelas mãos,
mas se o vento mover-se há de levar-me.

Pelo caminho vou e sou, tudo é vazio,
e como sombra, todo o corpo meu,
pode também como fumaça, levantar-se.

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