Seu olhar e suas silenciosas nostalgias,
seus lábios quentes, carnudos de carmim
deixam como ameaça o risco para mim
de viver nos domínios das hipnosias.
No silêncio tranqüilo da noite onírica,
minh'alma leve, voa pelo mundo etéreo
sem pecha ou o triste colorir cinéreo,
no versejar canoro da poesia lírica.
Vejo-te ó santa das minhas ilusões
a trazer-me nova e bela realidade
salvando-me do mundo da hipocrisia.
Assim, greta-se a ameaça das ilusões
e renascem os princípios da verdade
cantados pelo vate na doce poesia.
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