Ao som de canções de amor,
de velhas partituras sobradas do passado,
eu passava tardes fagueiras,
entremeadas entre o fulgor da natureza e a aflição da remanência do que ficou...
Eu vivia mais ou menos na solidão
e a solidão tem conotações de tristeza que silenciam as alegrias
e nos fazem viver no equilíbrio
do "mais ou menos."
Hoje, confundo-me com esse passado,
vivo, assim, a sorrir sem graça do caminho que percorri.
Somente agora percebo que devia já ter me desvencilhado do que passou.
Mas, ainda pareço alimentar sonhos,
porque o amor jamais me deixou...
Vivo assim entre sonhos
e o mundo de ilusões descoloridas
que passou...
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