sábado, 5 de abril de 2008

ILUSÕES DESCOLORIDAS

Ao som de canções de amor,

de velhas partituras sobradas do passado,

eu passava tardes fagueiras,

entremeadas entre o fulgor da natureza e a aflição da remanência do que ficou...



Eu vivia mais ou menos na solidão

e a solidão tem conotações de tristeza que silenciam as alegrias

e nos fazem viver no equilíbrio

do "mais ou menos."



Hoje, confundo-me com esse passado,

vivo, assim, a sorrir sem graça do caminho que percorri.

Somente agora percebo que devia já ter me desvencilhado do que passou.



Mas, ainda pareço alimentar sonhos,

porque o amor jamais me deixou...

Vivo assim entre sonhos

e o mundo de ilusões descoloridas

que passou...

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