sexta-feira, 11 de abril de 2008

Grande Verdade

Não, não sou passageiro
de uma nave, voando ao léu
desajustada
sem rumo
sem retas ou curvas
em torno do rei
rumo ao céu!
Ela não voa léu
Ela circula orientada
numa eclipse perfeita
pelo espaço sideral.
O seu corpo percorrido
(o tempo e a distância)
É um instrumento frio
que mede a vida...
O homem vive
um número de elipses
ou ainda
tantas viagens
ou tantas idas e vindas...
Mas, às vezes, o homem não volta
Evapora-se da órbita misteriosa
segue para o desconhecido
que não tem caminho...
Porque viver preocupado com a realidade
criar para si esse mundo de apreensões
se nada depende do homem?
Essa realidade
são desígnos superiores
invioláveis - A grande verdade.

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