terça-feira, 8 de abril de 2008

DUBIEDADES

Quando a minha alma desperta

Com a presença do meu amor,

Nos delírios dos meus sonhos,

Sob o silêncio da madrugada,

Um encanto e um resplendor

Revelam-me que não há nada

Mais sublime do que o amor...



Mas, sucede-se uma ansiedade,

Quando desperto do meu sonhar

e não estás aí linda ameu lado

E a solidão invade meu coração,

É a cruel da dor da saudade,

A subtrair o meu direito de amar.



Como é perversa essa verdade,

São os lados frios de quem ama,

O choque do sonho e da realidade.

Assim, o sonho é uma intromissão

Que de mim tira a tranqüilidade,

E faz viver triste o meu coração...



Porque é constante o meu sonhar,

E, assim, levo a vida a questionar

Se não é melhor viver sem sonhar..

Mas é não é fácil essas dubiedades,

Não quero viver essa amarga apatia,

Seria mesmo que abjurar a fantasia,

Que alimenta as minhas saudades.

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