sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cobertor

Ah! a lua que espreita silente,
teu bailar desnudo sob a luz,
teu belo versejar que me seduz,
num apelo de alma, envolvente.

Os gritos que ouves,são a semente,
do amor que um dia feneceu,
que na mortalha fria se envolveu,
tornando turvos futuro e presente.

Mas se queres teu corpo aquecer,
nas chamas abrasivas do amor,
e abres as festas do teu querer

Serão mil versos de amor a compor,
se ao meu lado queres adormecer:
Deixa-me ser, então, teu cobertor.

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