Recolho ainda os restos de um vazio
Ficados no eflúvio som dos tempos,
Janela aberta nas margens de um rio
Onde medram tristes meus lamentos.
O Sol que alimentava esse teu brio
Que se perdeu no gemer dos ventos,
E torna o meu anseio sempre frio
Como a vida fosse feita de tormentos...
O amor que incendiou o nosso olhar
Mendiga na esperança de encontrar
A sombra que escondeu o teu sorriso...
Lembro ainda o gosto do teu beijo
E a pura carne quente, de desejo
Na liberta expressão de um paraíso.
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