Cobrir crianças despidas
Tornar o mundo igual;
Cativar almas perdidas
Seria o meu ideal.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
DEUSA DO ETÉREO
Vestiste-te no tempo do passado
Em paixão que afogueia o teu ser,
E cobres com o azul mais sagrado
Os sonhos, que no longe vão nascer.
Boémio fora o espaço caminhado
Na loucura que incentiva de prazer,
No imenso Universo enfeitiçado,
Andorinhas espreitavam pra te ver!...
És razão que liberta a voz do tempo
Numa manhã cantada pelo vento,
Quando o Sol nas rochas vem morar....
Nunca esqueças, a nobreza da razão,
E verás que nossas almas também são,
Duas gaivotas brancas sobre o mar...
Em paixão que afogueia o teu ser,
E cobres com o azul mais sagrado
Os sonhos, que no longe vão nascer.
Boémio fora o espaço caminhado
Na loucura que incentiva de prazer,
No imenso Universo enfeitiçado,
Andorinhas espreitavam pra te ver!...
És razão que liberta a voz do tempo
Numa manhã cantada pelo vento,
Quando o Sol nas rochas vem morar....
Nunca esqueças, a nobreza da razão,
E verás que nossas almas também são,
Duas gaivotas brancas sobre o mar...
SORRISO PERDIDO
Recolho ainda os restos de um vazio
Ficados no eflúvio som dos tempos,
Janela aberta nas margens de um rio
Onde medram tristes meus lamentos.
O Sol que alimentava esse teu brio
Que se perdeu no gemer dos ventos,
E torna o meu anseio sempre frio
Como a vida fosse feita de tormentos...
O amor que incendiou o nosso olhar
Mendiga na esperança de encontrar
A sombra que escondeu o teu sorriso...
Lembro ainda o gosto do teu beijo
E a pura carne quente, de desejo
Na liberta expressão de um paraíso.
Ficados no eflúvio som dos tempos,
Janela aberta nas margens de um rio
Onde medram tristes meus lamentos.
O Sol que alimentava esse teu brio
Que se perdeu no gemer dos ventos,
E torna o meu anseio sempre frio
Como a vida fosse feita de tormentos...
O amor que incendiou o nosso olhar
Mendiga na esperança de encontrar
A sombra que escondeu o teu sorriso...
Lembro ainda o gosto do teu beijo
E a pura carne quente, de desejo
Na liberta expressão de um paraíso.
sexta-feira, 20 de março de 2009
PARA TI
Compus este poema para ti
com pedaços de dôr e solidão!
Rochedos de lágrimas que verti
ante o rir, da irónica ilusão.
Esse amor sincero que ofendi
numa vaidade feita de traição,
pensando que ganhava mas perdi
conforme a sentença da razão...
Sei que moro ainda no teu peito
e na mudez triste do teu leito,
respira cada noite uma saudade!...
Neste poema, triste em expressão
é o amor que pede o teu perdão
em porvir, com voz de eternidade.
com pedaços de dôr e solidão!
Rochedos de lágrimas que verti
ante o rir, da irónica ilusão.
Esse amor sincero que ofendi
numa vaidade feita de traição,
pensando que ganhava mas perdi
conforme a sentença da razão...
Sei que moro ainda no teu peito
e na mudez triste do teu leito,
respira cada noite uma saudade!...
Neste poema, triste em expressão
é o amor que pede o teu perdão
em porvir, com voz de eternidade.
quinta-feira, 19 de março de 2009
O NOSSO PASSADO
Folhei os dias no diário da vida!
Voltei ao passado distante...
Horas de cetim vividas no tacteio dos sonhos.
Beijos que trocamos na colina do desejo
Que nos amarrava ás horas e aos dias,
Na solidez do nosso entendimento...
Horas várzeas, sonhos gritantes...
Irreais objectos, mudos como pedra!
Vivemos o fervilhar da força e da vontade,
Na urgência de nos querer entre os anseios,
Onde a vida em cada instante era só nossa!...
Ficamos amantes, num mutuo olhar apetecido,
No testemunho das madrugadas e das sombras...
Na retina dos espaços e dos ventos
A vida ofertou-nos horas de prazer...
Vividas no desfraldar dos tempos...
Onde a saudade ainda chora no distante!
Voltei ao passado distante...
Horas de cetim vividas no tacteio dos sonhos.
Beijos que trocamos na colina do desejo
Que nos amarrava ás horas e aos dias,
Na solidez do nosso entendimento...
Horas várzeas, sonhos gritantes...
Irreais objectos, mudos como pedra!
Vivemos o fervilhar da força e da vontade,
Na urgência de nos querer entre os anseios,
Onde a vida em cada instante era só nossa!...
Ficamos amantes, num mutuo olhar apetecido,
No testemunho das madrugadas e das sombras...
Na retina dos espaços e dos ventos
A vida ofertou-nos horas de prazer...
Vividas no desfraldar dos tempos...
Onde a saudade ainda chora no distante!
quarta-feira, 11 de março de 2009
A VIDA CALA MEDOS
Tudo se cala nas horas e a noite pesa,
num sonho moderado de um só suspiro
eco do mundo, como a voz das torres
no retrato esfingico dos curvados dias.
Gostaria de rasgar a capanga da mentira,
entrar na doçura de um sorriso puro...
adornar de vidas a estrada dos medos
suspensa sobre os olhos dos inocentes!
Vencer procelas no Oceano exausto da
mentira, onde o olhar se fecha sobre as rochas
incendidas, que nos queimam o tempo
num futuro, que germina flores de lume.
A poesia se suprime fechada no silêncio
onde mora um punhal oculto em gestos
assustando o poeta que rega todas as dores
num lirismo, que fomenta o porvir da vida.
num sonho moderado de um só suspiro
eco do mundo, como a voz das torres
no retrato esfingico dos curvados dias.
Gostaria de rasgar a capanga da mentira,
entrar na doçura de um sorriso puro...
adornar de vidas a estrada dos medos
suspensa sobre os olhos dos inocentes!
Vencer procelas no Oceano exausto da
mentira, onde o olhar se fecha sobre as rochas
incendidas, que nos queimam o tempo
num futuro, que germina flores de lume.
A poesia se suprime fechada no silêncio
onde mora um punhal oculto em gestos
assustando o poeta que rega todas as dores
num lirismo, que fomenta o porvir da vida.
quinta-feira, 5 de março de 2009
FACES DO AMOR
Deixa meu olhar despir-se em teu regaço
na doçura de um beijo incêndiado.
Plantar sonhos no calor do teu abraço
ornar o teu leito, em jardim dourado.
Como o luar estendido no sargaço
adormeciamos sem medo nem cuidado
nuvem que arrastava o nosso espaço,
sobre o azul que se torna afogueado...
Na coluna onde pousa esta saudade
sorri ainda o sol dessa idade
no tecer do tempo, feito de vaidade.
Ficarás eterna no imo do meu peito,
como Deusa pintada sobre o leito
feita de luz, ante a voz da eternidade!...
na doçura de um beijo incêndiado.
Plantar sonhos no calor do teu abraço
ornar o teu leito, em jardim dourado.
Como o luar estendido no sargaço
adormeciamos sem medo nem cuidado
nuvem que arrastava o nosso espaço,
sobre o azul que se torna afogueado...
Na coluna onde pousa esta saudade
sorri ainda o sol dessa idade
no tecer do tempo, feito de vaidade.
Ficarás eterna no imo do meu peito,
como Deusa pintada sobre o leito
feita de luz, ante a voz da eternidade!...
quarta-feira, 4 de março de 2009
TEU NOME... MULHER
Há candura no olhar que te divinou,
na vida que perpetuou tua existência!
Divindade que o tempo eternizou,
nas páginas do vigor da tua essência.
Da tua origem há universos de amor...
brotando em sorrisos sobre a terra,
como se fosses origem do sol criador:
- no peito do homem, que te encerra!...
E no caminho que a vida te alicerçou
foste o ventre que a todos nos gerou
forte crença, que amplificou o mundo.
És Deusa... - de encanto sem barreiras
serás sempre a chama sem fronteiras
no fascinante desejo mais profundo!...
na vida que perpetuou tua existência!
Divindade que o tempo eternizou,
nas páginas do vigor da tua essência.
Da tua origem há universos de amor...
brotando em sorrisos sobre a terra,
como se fosses origem do sol criador:
- no peito do homem, que te encerra!...
E no caminho que a vida te alicerçou
foste o ventre que a todos nos gerou
forte crença, que amplificou o mundo.
És Deusa... - de encanto sem barreiras
serás sempre a chama sem fronteiras
no fascinante desejo mais profundo!...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
DIMENSÃO DE UM SONHO
Semeei amor no pranto dos teus olhos
bebi na nascente dos teus lábios puros!
Caminhe-mos cantando entre abrolhos
adornando gestos, em anseios imaturos!
Colorimos as horas em cada alvorada
quando sol queima em círio de desejos...
a flor que troquemos, vive recordada
etéreo testemunho: - matizado em beijos.
Semeamos amor nas margens da paixão
encerramos o queixume e a solidão
cavamos trilhas, com sol do nosso olhar...
Hoje, dias passados feitos em presente...
a saudade desenha, magoada voz dolente
num escuro, que dorme atrás do mar!
bebi na nascente dos teus lábios puros!
Caminhe-mos cantando entre abrolhos
adornando gestos, em anseios imaturos!
Colorimos as horas em cada alvorada
quando sol queima em círio de desejos...
a flor que troquemos, vive recordada
etéreo testemunho: - matizado em beijos.
Semeamos amor nas margens da paixão
encerramos o queixume e a solidão
cavamos trilhas, com sol do nosso olhar...
Hoje, dias passados feitos em presente...
a saudade desenha, magoada voz dolente
num escuro, que dorme atrás do mar!
sábado, 22 de março de 2008
LENDA DO SER
Há punhos de sangue, menstruando a vida!
Uma ávida fogueira para o irreal prometido...
trespassando a cortina lôbrega escondida,
Como o tempo...louco disfarce apodrecido!...
Gemem exaustivas!... As memórias inventadas
candentes olhos... sem exactidão da igualdade!
Promessas de estátuas, em noites enluaradas
sobre manto augusto!.. Arrogante banalidade!!
Os olhos das crianças, visam somente gelado frio
como esfinge das sombras: – que divagam no estio
em gracioso festim – no infinito da imutabilidade.
E num semear de mitos, no fomento plangente...
Vida!... Que entressonha a existência do indigente...
apatia cerrada, onde habita o grito da Liberdade!!
Uma ávida fogueira para o irreal prometido...
trespassando a cortina lôbrega escondida,
Como o tempo...louco disfarce apodrecido!...
Gemem exaustivas!... As memórias inventadas
candentes olhos... sem exactidão da igualdade!
Promessas de estátuas, em noites enluaradas
sobre manto augusto!.. Arrogante banalidade!!
Os olhos das crianças, visam somente gelado frio
como esfinge das sombras: – que divagam no estio
em gracioso festim – no infinito da imutabilidade.
E num semear de mitos, no fomento plangente...
Vida!... Que entressonha a existência do indigente...
apatia cerrada, onde habita o grito da Liberdade!!
sexta-feira, 21 de março de 2008
OLHANDO A VIDA
Que pretende a nossa força desmedida
nos dias em que a vida em nada nos entende!
Que pretende nosso querer com a verdade
escondida num mentir de bocas frias,
em promessas escritas pelas ruas...
Que deseja o nosso bradar mais forte
no vazio das desmaiadas e cansadas forças,
onde as estrelas choram e a brisa geme...
quando a noite volta mais escura ainda,
aos olhos tristes e cansados de palavras.
Que pretendem os dias em ânsia primitiva
onde a solidão é feita de agonizar sinistro,
onde o deambular dos seres já sem norte
gritam com urgência, outros destinos
sem o flagelo ditado como sentença!...
nos dias em que a vida em nada nos entende!
Que pretende nosso querer com a verdade
escondida num mentir de bocas frias,
em promessas escritas pelas ruas...
Que deseja o nosso bradar mais forte
no vazio das desmaiadas e cansadas forças,
onde as estrelas choram e a brisa geme...
quando a noite volta mais escura ainda,
aos olhos tristes e cansados de palavras.
Que pretendem os dias em ânsia primitiva
onde a solidão é feita de agonizar sinistro,
onde o deambular dos seres já sem norte
gritam com urgência, outros destinos
sem o flagelo ditado como sentença!...
quinta-feira, 20 de março de 2008
AFRODITE
Quem te esculpiu um dia em fogo e mármore
em Palácios Olímpicos, onde hoje habitas
na impar beleza da tua divindade e sedução!
Deusa dos amados e dos amantes, sobre a luz
infinda da fertilidade que habitava em ti....
a beleza e tolerância na margem dos amores.
Quero viver de olhos fixos no tempo, onde flutua
a tua essência, ligada nas parcelas do tempo!
Luz que ilumina as manhãs, beleza feminina
Deusa de néctar virginal, e da sensualidade
feita na margem de todos os afagos que se
implantam em assíduo, nos corações plangentes...
Nasces-te da alvura das ondas do Mar, embora
digam que não... incorporando-te imortal...
foste mãe, mulher e amante em fogo carnal!
Teu amor como Adônis, que te embelezou a vida
fazendo-te fraca, e sensível no poder ilimitável
da tua força, na beleza desigual de Deusa bela.
Existem infindas lendas que te perpetuam a vida!...
em Palácios Olímpicos, onde hoje habitas
na impar beleza da tua divindade e sedução!
Deusa dos amados e dos amantes, sobre a luz
infinda da fertilidade que habitava em ti....
a beleza e tolerância na margem dos amores.
Quero viver de olhos fixos no tempo, onde flutua
a tua essência, ligada nas parcelas do tempo!
Luz que ilumina as manhãs, beleza feminina
Deusa de néctar virginal, e da sensualidade
feita na margem de todos os afagos que se
implantam em assíduo, nos corações plangentes...
Nasces-te da alvura das ondas do Mar, embora
digam que não... incorporando-te imortal...
foste mãe, mulher e amante em fogo carnal!
Teu amor como Adônis, que te embelezou a vida
fazendo-te fraca, e sensível no poder ilimitável
da tua força, na beleza desigual de Deusa bela.
Existem infindas lendas que te perpetuam a vida!...
segunda-feira, 17 de março de 2008
INDITOSO DESTINO
Estranho o alongar da minha antipatia
onde divaga emudecida fechada solidão!...
Os ventos deploram preces em magia
no acontecer mais impassível à razão.
O cérebro humano cai sobre os nadas
nos dilúvios onde a farsa furta alento
vertente mistério, em horas caladas...
idosas como pedras de um convento!
Olho a inventada afoiteza em louco futuro
em passos oblíquos nas noites do monturo
onde o ser humano inventa edificar amor...
Para lá das sombras da mentira nasce ilusão
vozes que esmagam a prometida floração
no largo frio do tempo...extático ao pudor!!
onde divaga emudecida fechada solidão!...
Os ventos deploram preces em magia
no acontecer mais impassível à razão.
O cérebro humano cai sobre os nadas
nos dilúvios onde a farsa furta alento
vertente mistério, em horas caladas...
idosas como pedras de um convento!
Olho a inventada afoiteza em louco futuro
em passos oblíquos nas noites do monturo
onde o ser humano inventa edificar amor...
Para lá das sombras da mentira nasce ilusão
vozes que esmagam a prometida floração
no largo frio do tempo...extático ao pudor!!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
A BELEZA DO MEU SONHO
A vida foi um sonho cada dia,
na orla da saudade de um passado
onde as horas ficaram gravadas,
num viver, das auroras de cada manhã...
Sonhei-te num mundo vestido de promessas,
Num amor acorrentado aos meus desejos
num viver alentado pela ternura que me alimentou...
quando te trazia nos meus braços levemente
com a beldade infinda do amor que fomos!
Crepita ainda a saudade dessa fogueira
num badalar da angústia e do anseio,
em minha ambição de contínuo mutismo.
Quero ser um eterno sonhador sem fronteiras,
para te fazer minha nas infindas horas do desejo,
sem a realidade primitiva de outros mundos...
na orla da saudade de um passado
onde as horas ficaram gravadas,
num viver, das auroras de cada manhã...
Sonhei-te num mundo vestido de promessas,
Num amor acorrentado aos meus desejos
num viver alentado pela ternura que me alimentou...
quando te trazia nos meus braços levemente
com a beldade infinda do amor que fomos!
Crepita ainda a saudade dessa fogueira
num badalar da angústia e do anseio,
em minha ambição de contínuo mutismo.
Quero ser um eterno sonhador sem fronteiras,
para te fazer minha nas infindas horas do desejo,
sem a realidade primitiva de outros mundos...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
A BELEZA DO MEU SONHO
A vida foi um sonho cada dia,
na orla da saudade de um passado
onde as horas ficaram gravadas,
num viver, das auroras de cada manhã...
Sonhei-te num mundo vestido de promessas,
Num amor acorrentado aos meus desejos
num viver alentado pela ternura que me alimentou...
quando te trazia nos meus braços levemente
com a beldade infinda do amor que fomos!
Crepita ainda a saudade dessa fogueira
num badalar da angústia e do anseio,
em minha ambição de contínuo mutismo.
Quero ser um eterno sonhador sem fronteiras,
para te fazer minha nas infindas horas do desejo,
sem a realidade primitiva de outros mundos...
na orla da saudade de um passado
onde as horas ficaram gravadas,
num viver, das auroras de cada manhã...
Sonhei-te num mundo vestido de promessas,
Num amor acorrentado aos meus desejos
num viver alentado pela ternura que me alimentou...
quando te trazia nos meus braços levemente
com a beldade infinda do amor que fomos!
Crepita ainda a saudade dessa fogueira
num badalar da angústia e do anseio,
em minha ambição de contínuo mutismo.
Quero ser um eterno sonhador sem fronteiras,
para te fazer minha nas infindas horas do desejo,
sem a realidade primitiva de outros mundos...
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
ONDE ESTÁS POESIA?!...
Moldaram-te em Universo de loucos gritos
roubaram-te o esplendor que a vida te ditou!...
Já não cantas a blandícia, em gestos infinitos
golpearam-te a aurora, no ventre que te gerou!
Te emporcalham em formas doidas de erotismo...
holocausto de desejos em crateras de prazer
te ferem a virginal mansão, em cantos de cinismo
em derredor do triângulo das loucuras a nascer!...
Adornam-te em circulo de perversa loucura
em gestos mitos que se pintam em ternura
plantada numa doçura feita em jeito de pedra.
Te cantam em palavras!... Fazedores da ilusão
nos corrompidos ditos, nas ruas da podridão
onde se planta somente o que não medra!!!!
roubaram-te o esplendor que a vida te ditou!...
Já não cantas a blandícia, em gestos infinitos
golpearam-te a aurora, no ventre que te gerou!
Te emporcalham em formas doidas de erotismo...
holocausto de desejos em crateras de prazer
te ferem a virginal mansão, em cantos de cinismo
em derredor do triângulo das loucuras a nascer!...
Adornam-te em circulo de perversa loucura
em gestos mitos que se pintam em ternura
plantada numa doçura feita em jeito de pedra.
Te cantam em palavras!... Fazedores da ilusão
nos corrompidos ditos, nas ruas da podridão
onde se planta somente o que não medra!!!!
sábado, 3 de novembro de 2007
DEIDADE
Teu olhar ermo e afável, fita só distâncias
no horizonte imodesto da vida emudecida
como giesta abandonada no descer do outeiro
onde os dias tristes caminham incontáveis.
Sorriso meigo como o azul de um sonho,
alimentado pelo fulcro da felicidade sonhada
desejo de vida, ficada na sombra das horas
olhos a pedir nascente, no idílio das marés!
Teu esplendor penetrou no auge do meu sentir...
feito na exacta solidão de um Ser a despertar,
pedindo guarida em palavras subentendidas.
Ante a animosidade do meu peito, te farei Deusa
no dilúculo da minha alma...moldo em teu regaço
o beijo cândido para o coração do mundo.
no horizonte imodesto da vida emudecida
como giesta abandonada no descer do outeiro
onde os dias tristes caminham incontáveis.
Sorriso meigo como o azul de um sonho,
alimentado pelo fulcro da felicidade sonhada
desejo de vida, ficada na sombra das horas
olhos a pedir nascente, no idílio das marés!
Teu esplendor penetrou no auge do meu sentir...
feito na exacta solidão de um Ser a despertar,
pedindo guarida em palavras subentendidas.
Ante a animosidade do meu peito, te farei Deusa
no dilúculo da minha alma...moldo em teu regaço
o beijo cândido para o coração do mundo.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
TUA ALMA
Foi nesse dia quando o sol nasceu mais cedo
que teu corpo cansado pediu descanso à vida,
sopro voando como fumo em gestos entendidos
ficados nas pérolas desprendidas dos meus olhos.
Espera-me na mansão dos Deuses e das estrelas
em forma de Deusa, na distância e no espaço
feita em regaço de pétalas, doçura de um sorriso...
a vida foi haste que nos uniu, e em ultraje nos separou.
Espera-me! Venero a tua puridade como lírio do campo
em canteiro adornado de silêncios, e enfeitado de Saudade
choros das palavras onde gritam memórias nos recantos...
Te quero como a saudade que cala o sonho na noite que
pulsa e geme rondando as portas dos meus sentidos...
impávida morte, que rasgou a beldade do amor mais puro!
que teu corpo cansado pediu descanso à vida,
sopro voando como fumo em gestos entendidos
ficados nas pérolas desprendidas dos meus olhos.
Espera-me na mansão dos Deuses e das estrelas
em forma de Deusa, na distância e no espaço
feita em regaço de pétalas, doçura de um sorriso...
a vida foi haste que nos uniu, e em ultraje nos separou.
Espera-me! Venero a tua puridade como lírio do campo
em canteiro adornado de silêncios, e enfeitado de Saudade
choros das palavras onde gritam memórias nos recantos...
Te quero como a saudade que cala o sonho na noite que
pulsa e geme rondando as portas dos meus sentidos...
impávida morte, que rasgou a beldade do amor mais puro!
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
A NOITE NÃO É TEMPO CALADO
No final do dia se abrem janelas para a noite
começam serpenteando os sonhos suplícios
no infindo crepe, a par do indeciso aflorar
onde a maldade grita escondida em cada canto
onde o pecado germina em cada esquina triste!.
É na noite que se vivem horas roubadas,
amores jurados feitos de mentiras, num sacio
onde a tragédia desliza, apoiando a crueldade
emporcalhando vidas feitas de queixumes
como o sol beija a pedra como estátua nua.
É na noite que as promessas se vestem de amor
e a ilusão chega em diagonais que me fere a alma
no negrume onde a maldade vagueia em avidez
no longe, os rios ficam parados no silêncio,
num cismar onde morre o desejo do novo dia.
É na noite que eu me vejo na plataforma do Ser
comovente, no bradar plangente dos pobrezinhos
onde o faminto, e o desnudado no horizonte do anseio
fazem da calçada sua cama, e da sua manta o luar
numa espera onde os sonhos já cansados se repetem
onde o resigno é a dimensão da sua liberdade
começam serpenteando os sonhos suplícios
no infindo crepe, a par do indeciso aflorar
onde a maldade grita escondida em cada canto
onde o pecado germina em cada esquina triste!.
É na noite que se vivem horas roubadas,
amores jurados feitos de mentiras, num sacio
onde a tragédia desliza, apoiando a crueldade
emporcalhando vidas feitas de queixumes
como o sol beija a pedra como estátua nua.
É na noite que as promessas se vestem de amor
e a ilusão chega em diagonais que me fere a alma
no negrume onde a maldade vagueia em avidez
no longe, os rios ficam parados no silêncio,
num cismar onde morre o desejo do novo dia.
É na noite que eu me vejo na plataforma do Ser
comovente, no bradar plangente dos pobrezinhos
onde o faminto, e o desnudado no horizonte do anseio
fazem da calçada sua cama, e da sua manta o luar
numa espera onde os sonhos já cansados se repetem
onde o resigno é a dimensão da sua liberdade
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
IDÍLIO
Habitas-te no cerco do meu coração, pela janela dos
meus olhos fitavas a vida, no raiar do horizonte avaro
sol sem luz, que inventa oceanos em palavras de gelo
voejando ilusória paz, eterna toponímia dos tempos.
Sei como te quis, no querer feito no ditar da lealdade
onde habitava a beldade prestigiosa, de um roseiral florido!
Brio celeste onde residiu o paradigma do amor mais casto
sem sentenciar oculto que elege mentiras, golpeando o ser.
Te trouxe sempre guardada nesta mansão de amor terno
puridade que afagou nossas horas, em coloridas noites
como dois rios calmos, que se uniram em floresta virgem...
Incendiada minha alma palpita ainda no meu peito calado!
Caminhemos loucos, na fascinação da paisagem dos dias
ficados no tempo, onde grita eternamente uma saudade.
meus olhos fitavas a vida, no raiar do horizonte avaro
sol sem luz, que inventa oceanos em palavras de gelo
voejando ilusória paz, eterna toponímia dos tempos.
Sei como te quis, no querer feito no ditar da lealdade
onde habitava a beldade prestigiosa, de um roseiral florido!
Brio celeste onde residiu o paradigma do amor mais casto
sem sentenciar oculto que elege mentiras, golpeando o ser.
Te trouxe sempre guardada nesta mansão de amor terno
puridade que afagou nossas horas, em coloridas noites
como dois rios calmos, que se uniram em floresta virgem...
Incendiada minha alma palpita ainda no meu peito calado!
Caminhemos loucos, na fascinação da paisagem dos dias
ficados no tempo, onde grita eternamente uma saudade.
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