Oh Ribatejo em verduras lavrado
Orvalhos matinais na grama fina
Como era bom trotar p’la campina
Num corcel lusitano bem amado
Um orgulhoso Alter de nobre porte
Longas crinas de azeviche ao vento
E as fauces resfolgando-lhe de alento
À leveza da espora a dar-lhe o norte
Golias de seu nome, esse corcel alado
Foi o meu companheiro de folguedo
Quando os dois galopávamos sem medo
P’las margens de um tempo adocicado
Voltei ao Ribatejo e às campinas
Das bravuras dos toiros e dos homens
P’ra viver das memórias esses bens
Que guardarei da vida nestas rimas
E ao sol de Portugal resplandecente
Ali toldado pela emoção
Pareceu-me ouvir bater o coração
Do ausente companheiro, tão presente
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