A trama de letrinhas encantadas
que vestem-se de festa a cada dia
nasce no sorrir das madrugadas
mesclando realidade e fantasia.
O baile solto e manso denuncia
amores tão perdidos e calados.
A lágrima que escorre e angustia
se funde nos sorrisos acanhados.
Meus versos se envergonham, tão jogados,
dizendo do que somos e o que temos.
Brincando de futuro os meus passados,
confundem o que vimos no que vemos.
Sem mistério, o que espero não escondo.
Sem medo algum me embrenho na verdade.
Ao que queres de mim a ti respondo,
o que eu quero te digo sem maldade.
Cada verso que brota de mansinho,
cada rima que surge sem tropeço,
sempre leva, inteiro, o meu carinho
como trazem a mim o que mereço.
Meus poemas vagueiam sob a lua
querendo das estrelas um luzir.
É minha alma a vagar na tua rua
plena de amor na dor ou no sorrir.
Meus versos tolos, sempre apaixonados
que desabrocham dos jardins da vida,
Jamais serão por mim aprisionados.
Herança que deixo. Missão cumprida!
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