quinta-feira, 21 de maio de 2009

EM CADA VERSO

A trama de letrinhas encantadas

que vestem-se de festa a cada dia

nasce no sorrir das madrugadas

mesclando realidade e fantasia.



O baile solto e manso denuncia

amores tão perdidos e calados.

A lágrima que escorre e angustia

se funde nos sorrisos acanhados.



Meus versos se envergonham, tão jogados,

dizendo do que somos e o que temos.

Brincando de futuro os meus passados,

confundem o que vimos no que vemos.



Sem mistério, o que espero não escondo.

Sem medo algum me embrenho na verdade.

Ao que queres de mim a ti respondo,

o que eu quero te digo sem maldade.



Cada verso que brota de mansinho,

cada rima que surge sem tropeço,

sempre leva, inteiro, o meu carinho

como trazem a mim o que mereço.



Meus poemas vagueiam sob a lua

querendo das estrelas um luzir.

É minha alma a vagar na tua rua

plena de amor na dor ou no sorrir.



Meus versos tolos, sempre apaixonados

que desabrocham dos jardins da vida,

Jamais serão por mim aprisionados.

Herança que deixo. Missão cumprida!

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