sábado, 14 de junho de 2008

ÊXTASES

Em noites ardentes florescem amores...

Mãos, num entrelace sacro de emoção,

tecem na pele viva, viço de flores.

Corpos-almas abraçados, em união!



Nas noites nebulosas, sonhos voejam

soltos, ébrios em saudades vazias!

À sombra da solidão se ajoelham

e aceitam o beijo da agonia!



Em noites ocultas, quantas vidas se vão,

presas no carretel de vãs utopias,

nas horas mortas, retalham o coração!



Em noites tantas, o vento assovia

esperança, num tom suave de canção!

Horas-luz que ao poeta extasia...

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