sábado, 21 de junho de 2008

Trânsfuga!

Vontade sinto às vezes de fugir
Sumir do mundo hostil e deletério!
Com esqueletos frios, ai, diluir
A Dor-Existencial no cemitério!

Não temo a minha Morte embora doa
Assim tão melancólico cair!
Sorrir quase não pude... E fingir
Que sou feliz é me enganar à toa!

O roxo é minha Cor e minha Paz!
De uma sabiá doce flautim me apraz
Acordes de Chopin em sua Tristesse!

E Oxum que é do Sábado a Mentora
Me acaricia a Alma exangue e moura
E os Sonhos me devolve da jeunesse!

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