quarta-feira, 11 de junho de 2008

TEUS FILHOS!

Quisera escolher as palavras
que contivessem meu sentimento
e fossem extrato do amor que crava
nas almas um pouco de alento!

Quisera, meu Deus, dar o abraço
no amigo que não recebeu,
não por desamor ou cansaço,
mas por ser descuido meu.

Quisera as lágrimas todas secar,
as que deságuam em faces sofridas,
fazê-las por um instante sonhar
que vale à pena esta vida!

...E a criança que me olha,
nem sei o quê, esperando?
Não é importante a esmola,
mas como eu a estou ofertando!

Abre do meu coração as comportas,
Deus de amor, bondade infinita!
e leva também a todas portas
a Tua presença bendita!

Quer na choupana pobre e nua,
quer nos salões em festa e brilho
Aos pequeninos sós pelas ruas,
como eu, são os Teus filhos!

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