sexta-feira, 13 de junho de 2008

SONETO DA CONTRIÇÃO

Eu te amo, Maria, te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.



Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.



Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Se te amar é divino, e sentir calma...



E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.

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