Treme o galho... Ergue-se a tez.
Aguda... disforme e infante
A palavra primeira pede a vez
Ser-te-á a amante!
Abre-se qual horizonte imenso
E a antevê-la a injusta infinitude
Do amanhã, se for, será o que penso
À palavra da minha incompletude.
E nas marés túrgidas... perenes...
Interpõe-se a boca d'ávido sentido
E o Universo - vassalo de outros Seres
A engravidar-me de palavras, ressentido!
O silêncio faz-se em vulto... e tece...
Tal abismo, a boca cai e range
E o Ser desaparece....
Tange!
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