domingo, 1 de junho de 2008

Rastros que a saudade deixa.

Sorvendo da etérea plaga da dor,
vou vivendo meus momentos tristes.
Sempre solitária,chorando minhas
amarguras e agonias como
que o desabrochar triste de uma flor.

Na sinfonia da vida
a orquestra mais uma vez,se calou.
O silêncio adentrou minha alma
perturbou meus sentimentos,
acordou mortos instintos,
confundiu meu magoado coração.

Em cada falsete
das partituras da minha vida,
os violinos choram em surdina,
porque em cada escala
tem uma nota sofrida...
que lamenta tanta agonia.

Entre tons e semitons
o universo escurece
as nuvens aparecem,
abrindo a cortina pesada
do passado.
Trazendo essa terrível
saudade de você.
Impossível de se esquecer.

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