Tenho medo da noite que me espia
Com os seus grandes olhos, da janela,
Tudo se esvai... também se esvai o dia,
E eu vou morrer assim pensando nela...
E a minha noite antiga era tão bela!
Ingênua sorte que do mal sorria...
Não me sinto sozinho na agonia,
Que em cada estrela o seu olhar me vela.
Dormir, sonhar, não merecer a luz,
“Sorri Antonio, o dia logo vem!”
Que Voz é essa que esperança induz?
Por ela sempre acreditei no Bem,
E foi por ela que sonhei na Cruz,
Por ela eu morro agora e digo: - Amém!
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