terça-feira, 24 de junho de 2008

Pena capital

Pena capital: -Te condeno!



Estás proscrito deste mundo,

condeno-te a viver sozinho,

sem ego, sem ecos da própria voz,

sem segredos, sem planos,

sem ao menos um pensamento.





Pena capital: -Te condeno!

.

A não sentir saudades jamais,

perder de vista o sol, a lua,

nem ao menos sentir o dia,

os sonhos da noite de amor,

paixão, jamais, nenhuma, nunca.





Pena capital: -Te condeno!



Jamais ter sentimento de magoa,

jamais ouvir os pássaros,

jamais falar de um desejo,

jamais quebrar o silêncio,

jamais ter vaidade alguma.





Pena capital: -Te condeno!



Não lembrar que fomos homem e mulher,

não desejar teu corpo junto com o meu,

não demonstrar nenhum prazer por outro,

nem um pequeno meditar das noites de amor,

nenhuma hora, até minha morte.

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