Sou a impenetrável rocha!
Diamante, brilhos de cristal.
Cintilantes faixas, em tocha,
saem de mim; o amargo sal!
Não me esfacelo em partes.
Indestrutível, dura, lisa face,
meu burilar requer as artes
de um escultor, seus enlaces
Mergulhar em meus veios,
onde corre o liquido doce,
vasculhar-me os entremeios,
tentar o que quer que fosse,
requer suave tática, ciência.
Pois na minha dura solidez,
inda que ágeis,em dormência,
tuas mãos persistam...talvez...
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