Ante os meus olhos em crescido alento
fica a distância no escuro do passado!
Tu chegavas, na chuva de um lamento
cavando as horas do tempo caminhado!..
O sol da vida professava os teus gestos....
olhos que vomitam prazer estonteado!
Moura enamorada em ardilosos afectos...
bebendo sorrisos, em pranto semeado .
A seiva do teu corpo, selva de loucura
amanhecida pétala caiada de brandura...
inventas mundos em esfaimado desejo.
Fatalismo que fogueia, o coração da vida
desvairo que se enluta na hora fenecida...
deixando apenas o aroma do teu beijo!.
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