sexta-feira, 13 de junho de 2008

ILUMINANDO A LUZ

Pergunto tanta coisa à luz da lua
E ela, de soslaio, arredia,
Não fala, só me fita, branca e nua,
A lua só destila poesia...



Insisto em perguntar, a alma vazia
Precisa preencher-se de respostas,
Mergulho na mais vã melancolia
E a Lua, solitária, vira as costas...



Oculta em uma nuvem passageira,
A Lua me sugere: a escuridão
Só faz brilhar a chama derradeira
Quando há mais que fulgor no coração.



E quando ela retorna, as estrelas
Que foram feitas para iluminá-la,
Se escondem no luar, só podem vê-las
Os sonhos que nasceram para amá-las.



Percebo, então, que a luz que me ilumina
Não vem só da magia do luar,
Vem do amor que guardo na retina
E ilumina a luz do teu olhar.

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