quarta-feira, 18 de junho de 2008

ESPERANÇA ENGAIOLADA

As asas, da esperança, contidas,

entr'as barras da gaiola do medo,

o relógio tem as horas, medidas,

o temp'escoa por entre seus dedos.



Lá fora, no céu, fazem revoada,

as esperanças, livres de grilhões,

a voar pela celeste estrada

buscado unir a dois corações.



Luz, que repousa no corpo sofrido,

impregnando os poros latentes,

ouví, agora, o canto sentido!



Aquece a alma e o corpo latente

Empresta-me, pois, raios coloridos,

dum arco-íris, eterno,imorrente.

Sem comentários: