domingo, 22 de junho de 2008

Desinteresse

Deveria não saber falar de nenhum amor,
deveria não saber mostrar meus sentimentos,
deveria entender de não entender a paixão.

Deixo que meu corpo ultrapasse todos os seus limites,
o êxtase não é o limite da alma,
divide fronteira entre um e outro sentimento.

Sou o espírito que voa entre espaços desconhecidos,
a benção estranha que molha de suor depois do amor,
o entendimento entre o corpo e os desejos da carne.

Que meu corpo repouse para sempre sobre o outro amor,
que outro amor repouse para sempre na minha paixão,
que não entendamos nada, e de nada viver deste puro amor.

Sem comentários: