Fui devagar por entre os sonhos,
ou teria ido rápido demais?
Caminhei meus passos tão meus,
solitários marcando estradas
em busca de luz, caminho feito em breu.
Senti a saudade sem saber de quem,
seria eu uma sombra sozinha que não via,
o cheiro somado à vontade de um alguém
ou uma voz entre colinas vazias?
E assim caminhei, a fé guardei e acreditei ser,
mais alguns passos e os olhos me enxergaram,
de lá do alto, viram-me só e choraram
a dor tão minha da saudade que sentia
de quem ainda não sabia que poderia encontrar.
As mãos que me amparavam no caminho só,
mostraram-me os sentidos entre as curvas
onde a luz me esperava... E sorri,
lábios de amor encontraram o beijo esperado
e que guardava em mim na alma que vi.
As pegadas na estrada pluralizam o amor,
vivemos o que somos, renascendo a cada encontro,
onde os olhos falam no silêncio dos lábios
que calam os atos coroados do amor em pura emoção.
E hoje seguimos amando no puro e total amor,
nos foi dado pelas mãos que nos embalaram
unindo-nos em eterno clamor.
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