Que amor é esse que vicia, cola,
arrasta, enrola-se na insensatez
revela-se diante de um talvez?
Que amor é esse que se apropria
do olhar de um dia, canto da hora,
e se entrega ao calor da fantasia?
Que amor é esse que ao acordar
provoca infindáveis arrepios no colo
inundando de paz a correnteza do rio?
Que amor e esse que seduz a palavra,
escuta a voz, fascina, alucina, ensina
e conduz ao secreto campo dos sonhos ?
Que amor é esse que sobrevoa metáforas
mergulha sob um veleiro de sentidos
ancorado no cio das letras?
Ah! Esse amor...
Amor que se multiplica em espelho
e ao despertar o delirio do corpo
perde o grito na própria imagem
Em nós!...
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