quarta-feira, 16 de abril de 2008

QUANDO A PAIXÃO FINDA...

A saudade se aproxima

e do corpo se apossa...

Solidão é erva daninha

que devasta sentimentos

e em correntes grossas

aprisiona a magia do tempo,

em distâncias confinantes

porém intransponíveis,

ao coração conflitante...



Quando a paixão finda,

a esperança desfalece

no olhar que ronda perdido,

quando a noite desce...

E é lenta... vazia... escura!

neste rodopiar de lembranças,

a imaginação se dispersa adiante...

Na lágrima um sentir doído,

pelo passado não tão distante...

Indiferente a esta loucura,

o dia livre amanhece...



E assim, navegam emoções,

em marés de águas passadas...

Imergem ondas de sensações

de um querer ter, que sonha ainda,

em sobreviver... Renascer,

numa tortura constante e cruel

que açoita a pele fria,

subjuga a alma, que calada,

sorve seu cálice de fel,

quando a paixão finda...

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