quarta-feira, 2 de abril de 2008

Patativa do amor

Canta a ternura em poesia
patativa do amor latente.
Espalhando na cercania
teu gorjeio tão pungente.


Ao ouvir o teu trinado,
meu coração se desespera,
lembrando o machucado
que ainda se recupera.


Foi um sabiá encantado,
que pousou no meu jardim.
Vinha todo cheio de cuidado,
mas não gorjeou pra mim.


Não me fez ouvir o seu canto!
Trouxe tristeza e não alegria.
P`ra completar meu espanto,
chora pela ruptura todo dia,


Patativa o que posso fazer?
Me digas..pássaro das caatingas!
De esperar amor, não quero morrer,
também não farei mandingas.


Moras nas matas do Nordeste,
acostumada à seca inclemente.
Mostra ao meu coração o leste,
onde more um sabiá mais contente.

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