quarta-feira, 9 de abril de 2008

MEDO DE AMAR

Nunca tive medo de nada,
nem do escuro, nem do futuro,
nada me fazia tremer nas razões,
paralizar atitudes ou reações.


Até que voce apareceu na vida
e um estranho enfeitiçamento
apoderou-se de todo o meu ser,
que só tinha olhos p`ra te ver.


Mas tudo não passou de ilusão,
traiçoeira na calada da noite,
me mostrando a cara da verdade,
e custei a crer na infidelidade.


Mas se há pecados a serem pagos,
que sejam ainda nesta existência,
a vida sempre nos dá o aprendizado,
equilibrando a balança, nada fica de lado.


Se antes o medo não me paralizava
e não conhecia esse ambíguo sentimento,
agora cresce em meu peito esta defesa,
que está levando meu coração à frieza.


Medo de amar e de me entregar inteira
a um certo coração ainda que amoroso,
demonstrando carinho, afago e ternura,
mesmo assim, meu sentir está em clausura.

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