O tênue fio que separa minhas instâncias,
essas que me definem qual pessoa curva,
guarda nos seus traços a fina substância,
que acolhe nos entremeios essa dor turva.
Sou três! Três vezes meu ser enovelado!
Partes de mim que se revesam constantes,
numa mistura em viés, um nada calculado,
que derrama finas sombras, as abrasantes...
Impotência! Consciência? Inconsciência?
Meu ser quer o resgate dos lugares certos,
que se alinhem em fileira reta. Clemência!
O novelo se desembarace, claro, em aberto...
E minha curvatura dê lugar a um ser ereto!
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