quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fome

O Tempo passa sobre a fome do menino,

chega a noite e é proibido chorar,

é um cais que não atraca o sustento.





A promessa voa por todo ar,

enquanto a vida encurta, vai partindo,

pode demorar até a morte chegar.





Nada é para hoje quando é pequeno,

tem que mudar a casa, o corpo de lugar,

ir a buscar de uma luz pra acender.





Esse mundo que gira pra não voltar,

todo escuro é fome e encurta o caminho,

é a morte que está pra chegar.





Quando ninguém espera,

vai em frente até onde tem voz pra falar,

este dia é só um, solta o choro da fome.





Não pare, a vida não vai mudar,

enquanto outros gritam de alegria,

vai haver justiça só quando o céu desabar.

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