Juíza de mim mesma condeno-me a viver
sem defesa aos teus olhos não por ter pecado
mas, por te amar com tanta paixão.
Apoderei-me ilegalmente do teu coração,
e ousei retirar, deste, todos os direitos
que qualquer outro teria de pulsar em liberdade!
Por amor, eu o acorrentei ao meu
tornando-o objeto de meu desejo
exigindo retribuição!
Mesmo sem ferir a tua carne, sem arrependimento
confesso que, deliberadamente,
enveneno teus pensamentos a cada instante que sorrio!
Entre afagos, eu advogo em causa própria,
ciente de tudo que faço, com muito prazer
desejando ao teu lado ser feliz!
Não confesso, pedindo para ser perdoada
quero ser eternamente condenada
pela esperança de, também, ver-te feliz
a te amar e ser feliz!
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