Juíza de mim mesma,
condeno-me a viver
sem defesa aos teus olhos,
não por ter pecado,
mas, por te amar com tanta paixão.
Apoderei-me ilegalmente do teu coração,
e ousei retirar, deste, todos os direitos
que qualquer outro teria
de pulsar em liberdade.
Por amor, eu o acorrentei ao meu,
tornando-o objeto de meu desejo,
exigindo retribuição.
Mesmo sem ferir a tua carne,
sem arrependimento,
confesso que, deliberadamente,
enveneno teus pensamentos
a cada instante que sorrio.
Entre afagos,
eu advogo em causa própria,
ciente de tudo que faço,
com muito prazer,
desejando ao teu lado ser feliz...
Não confesso, pedindo para ser perdoada;
quero ser eternamente condenada
pela esperança de, também,
ver-te feliz.
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