domingo, 6 de abril de 2008

Desde criança que ouço esta música

Tantos são os amigos reais e virtuais...
Mas foste tu único amante de minha alma,
Perdida em noites frias, impessoais...
Onde tua palavra me enleva e acalma.

Envolve meu ser na paixão de quem ama
E, mesmo no irreal do sonho, ouve meus ais!
Fazendo meu coração pulsar em chama,
Meu corpo tremer de emoções carnais.

Doces palavras que ao céu me eleva,
Onde o sonho vivo, em emoções reais.
Louca paixão onde o amor nos cega
Em turbilhões que não findam mais!

Não negues, amor único, singular!
De bênçãos se torna exuberante
E num arrebatar alucinante, ímpar,
Tu és real por um fugaz instante.

Em tudo, a confusão do ter
E do viver a vida num instante;
Sem existir, tocar ou ver,
Na alma o sentir e te fazer amante.

Mãos nervosas, trêmulas, sentimento insano,
Todo meu ser ao sonho se transporta,
A tentar, além do irreal, maldoso engano,
Viver, sentir, através de uma matéria morta.

Fazer-te ver quanto me fazes viva,
Em belos sonhos, amor inconseqüente...
Nosso! Como dois seres a sorver a vida.
Únicos! Vorazes em chamas envolventes.

Fazes nascer em mim e em tudo o irreal,
O irracional, o êxtase do sentimento;
Único em pureza, do próprio Deus o amor,
O viver, sonhar, em nosso singular momento.

Em teus braços o único abandono;
No sentir, além da gélida noite fria;
No aconchego do meu único senhor e dono,
Que trouxe à vida minha alma um dia.

E no sentir além do ser, real,
De ser... Humano em racional virtude,
Apenas tu, que Deus fez especial,
Para ofertar-me da vida a plenitude.

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