sexta-feira, 11 de abril de 2008

Consolo

Não chore, meu doce amor! Diz-me agora
se o verso cansado, enfraquecido
nas pálpebras desse dia amanhecido
é o filho deserdado sem aurora?



Não chore meu amor se o tempo infindo
da lágrima a salgar o chão da Terra
é o mesmo Tempo a te dizer: espera!
Que o Tempo sem espera vai seguindo.



Esse Tempo é chegado ... Chore, sim!
Descumprida a promessa no motim
d'um riso aborrecido do passado.





Hoje, te declama um verso novo
E nasce singelo - Homem do Povo
Na lírica d'um Poema apaixonado.

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