Canto o canto que me encanta,
que sai assim de minha garganta,
em tremores, e se lança ao vento;
esperança de alcançar o intento
que me move, sem pruridos,
chegue célere aos teus ouvidos
te diga do calor que me incendeia
o corpo todo, sem verdade meia.
Esse canto que me encanta fala,
(e ai não cabe nenhuma cabala),
dos desejos que recolho e guardo
e que já pesa no peito, qual fardo.
Fardo cheio de surdos murmúrios,
murmúrios brandos, sem perjúrios!
Cante comigo o canto que encanta
e me devolva o tremor da garganta.
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