quinta-feira, 3 de abril de 2008

Canto que encanta!

Canto o canto que me encanta,

que sai assim de minha garganta,

em tremores, e se lança ao vento;

esperança de alcançar o intento

que me move, sem pruridos,

chegue célere aos teus ouvidos

te diga do calor que me incendeia

o corpo todo, sem verdade meia.

Esse canto que me encanta fala,

(e ai não cabe nenhuma cabala),

dos desejos que recolho e guardo

e que já pesa no peito, qual fardo.

Fardo cheio de surdos murmúrios,

murmúrios brandos, sem perjúrios!

Cante comigo o canto que encanta

e me devolva o tremor da garganta.

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