domingo, 13 de abril de 2008

Ao meu Filho

Da árvore que cresceu,

desta nossa união,

uma semente nasceu

germinou e deu

ser mais belo puro e são,

que és tu meu filho.

Filho pelo qual luto.

Pelo qual ainda existo.

Pelo qual labuto.

Dando-me ele muita força

para a minha vida levar,

tendo vontade por vezes

De com ela terminar.

Mas...

Depois sento-me e penso,

muito em ti

pequenino ser indefeso,

que a ninguém pediste

para nascer.

Não serás tu mais tarde

Um revoltado

por tua mãe,

te ter abandonado?

Por não querendo ela sofrer.

os desgostos da vida?

Por não ter querido

Pela vida lutar?

Que culpa poderás ter?

De existires e cresceres

num clima de tenção

Como este que te gerou!

Por ti, pequenino ser,

que nada entendes ainda,

nada podes perceber

Resolvi lutar...

Por ti meu adorado

Tua mãe viverá,

porque, sem hesitar

ela por ti daria

sua própria vida.

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