Da árvore que cresceu,
desta nossa união,
uma semente nasceu
germinou e deu
ser mais belo puro e são,
que és tu meu filho.
Filho pelo qual luto.
Pelo qual ainda existo.
Pelo qual labuto.
Dando-me ele muita força
para a minha vida levar,
tendo vontade por vezes
De com ela terminar.
Mas...
Depois sento-me e penso,
muito em ti
pequenino ser indefeso,
que a ninguém pediste
para nascer.
Não serás tu mais tarde
Um revoltado
por tua mãe,
te ter abandonado?
Por não querendo ela sofrer.
os desgostos da vida?
Por não ter querido
Pela vida lutar?
Que culpa poderás ter?
De existires e cresceres
num clima de tenção
Como este que te gerou!
Por ti, pequenino ser,
que nada entendes ainda,
nada podes perceber
Resolvi lutar...
Por ti meu adorado
Tua mãe viverá,
porque, sem hesitar
ela por ti daria
sua própria vida.
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