quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

QUEM SOU

Angustio de pensar-me como um vento que passa...

Por isso, essa autocomiseração.

e tento agarrar fragmentos enquanto despedaço...

(...)

... e olho a quietude dos meus movimentos,

e nesse ato derrubo casas e templos.

[E caem também as estrelas do meu pensamento].


Pensei de mim uma seta,

passei com sofrimento.

Pensei que sou estático,

e vi-me em movimento.

Pensei que sou quem sou,

e proferi um lamento...


E vi em mim um engano,

um descontentamento.

Gritei por todos os cantos,

gritos por fora e por dentro.


Quem sou

afinal quem sou?

Tire-me esse tormento...

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