segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

ODALISCA

Tua beleza não é uma coisa estereotipada,
Ela é como estes vales, verdes e agrestes,
Ou como estas águas onde a vejo sentada
Admirando horizontes, os ventos ciprestes.



Em momento, íntimo, a podeis ver deitada,
Por sobre seixos negros, aldeias rupestres
Aonde a lua se acomoda, nua e mais nada
E até da noite foi que roubaste tuas vestes.



É que o seu encanto, é a sua naturalidade,
Quem a queira ver tem de ser simples aqui
E perceber-lhe, da nudez, sua maturidade.



E empalidecem as estrelas, à tua chegada,
Que não sabem bem ainda, o que fazer ali,
De tão bonita chamam-te eterna namorada.

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