sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

NOVA VIDA

Meu amor, como deves ter sofrido,
Por causa de um amor mal parido,
Pela cobiça de quem cuidar devia,
Pela insinuação, que de ti já fugia.

Viste-te a sós, por funesto marido,
Que, não tendo siso, a ti ofendido,
E aos teus, deixou-te, vil covardia,
Que, em tempo algum, aqui cabia.

E pelas mãos segurando os filhos,
Partiste-te sem nada levar contigo,
Senão a dor tanta, e novos trilhos.

Mas da dor fizeste as tuas forças,
E, em cada esquina, novo amigo,
Bem vejo, ainda, que te esforças.

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