sábado, 9 de fevereiro de 2008

INTRIGAS FAMILIARES

Não entendo desentendimentos familiares,
Invejas ou más querenças, cobranças tais,
Algum concitar mais semelhante a animais
Agentes consanguíneos, de todo similares.

Como entender, uma irmã, desejando mal,
Outra irmã e mais ainda uma mãe ao bem
Fugir, desdenhando aqui, o que a dita tem
Como se fosse, possível, não enxergar tal.

Pior que tudo é que temos coração d’ oiro,
Somos logrados; e ainda nos esbofeteiam.
Perdão nunca pedir, no pensar, duradoiro,

Que o tempo olvida tudo, e a pobre razão,
Furtada, é o que eles, mais escamoteiam,
Porque, a esta gente, falta-lhe só coração.

Sem comentários: