sábado, 12 de setembro de 2009

Silêncio do amor

Silêncio

Perfume de flores sem caule,

alma bêbada da minha paixão,

caminha lento até a morte que me ronda

ou ao amor que embriaga a razão.





Silêncio

Palavras sem eco,

mulher-porto sem esperança,

braços que não mais me abraçam,

um ficar que resta na lembrança.





Silêncio

No passado ficou o perfume da última rosa,

o zumbido dos motores,

um corpo estendido sobre o lençol,

o medo de não sentir meus amores.





Silêncio

Que fecha a sombra na pouca luz,

o relâmpago que teima a acenar,

como abelha branca sem o favo,

um corpo sem o amor a amargar.





Silêncio

A voz muda da noite que aparece,

queixo-me da lua, do desdizer

e revivo silencioso o amor,

como não amar, como esquecer?

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