Quando te assaltarem golpes da vida,
Alma dorida, o caminhar incerto,
O mundo ao redor for como deserto
Onde não achas repouso e guarida...
Quando do adeus provares o sabor
Buscando, ávido, naquele momento,
Pelo lenitivo do esquecimento
Que esvazie a taça, esgotando a dor...
Quando pranteando a ilusão perdida,
Num último suspiro de alma sofrida
Nada restar das tuas esperanças...
Deixa a tua dor, deita por inteiro
Nas mãos do tempo, sábio conselheiro
Que em brumas dilui, todas as lembranças.
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