quarta-feira, 13 de maio de 2009

Vou

Desejo o puro misturado ao vulgar,

o suor quente refletindo no sopro frio,

o abraço forte com o riso fácil,

o beijo doce abalando cada amargo do antes.





Vou sugar cada pedaço, atiçá-la,

provocar, desinibi-la,

retirar o sagrado do rosto,

desconsertá-la com minhas loucuras.











Aperta meu corpo contra o seu,

beija, rouba, assalta o que precisa,

toma a força o sabor da minha língua,

despeja o mel até que escorra prazer.





Descuida da minha boca desassossegada,

quero seus meios, o alimento, o delírio,

quero meu prazer misturado ao seu,

o imprevisível, eufórico e louco amante.











Coma no meu corpo, depois negue,

libera as fantasias, tropeça, pula do salto

acenda o inferno quando se sentir domada,

pare e sinta meu céu quente e colorido.





Quero e vou surpreender nossas surpresas,

despir sua pele, remexer formas e formulas,

roubar o nu com olhos de lobo,

invadir seus decotes com um corte de tesão.

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