quarta-feira, 13 de maio de 2009

Depois da meia noite

Tudo passou depois da meia noite,
esconde o sol, o girassol, o chão,
não gostamos de meio, nada pela metade.


Volta pra ser gente, volta pra ser nós,
traz o céu, a lua, o caminho que nos falta,
que adianta estradas sem o momento.


Desculpa se voltei correndo, nem liguei,
meu telefone não quer, meus e-mails não chegam,
quero o cheiro, os olhos pra ver, o beijo pra sentir.


Faz cena, rouba o tempo e depois me devolva,
cole o corpo no meu, empurra forte,
deixa o mistério ser mestre e comandar a noite.


Conserve o corpo quente, a pele louca,
vem que sou alimento, pega um pedaço, toma,
coma, suga e lambuza dos gozos de prazer.


Depois da meia noite tudo é infinito,
o relógio não tem horas, o tempo não conta,
só é amor quando a paixão traz loucura.

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