domingo, 3 de maio de 2009

A outra face

Quem se arrisca dizer
se vivo na dor ou prazer,
na era da solidão,
sem previsão de sonhos
percorridos em minha mente.

Aonde fica a fonte dos desejos,
aonde busco os meus diamantes,
que ora garimpo em jazidas opacas.

Quem vem me dizer,
apontar - me o caminho certo,
sem que tenha de passar pela escuridão
ou labirintos profanos.

Cadê o meu Anjo de Luzes,
nem mesmo sei quem sou,
pois minha máscara,
não deixa olhar no horizonte.

Minha sinfonia de virtudes se foram,
caíram pelas quantas no meio da estrada,
alma encurralada, cheia de defeitos,
impregnada de falsos profetas.

Seja quem for,
não me venha com idéias ou ideais conflitantes,
que seja real e verdadeiro,
que seja limpo e cristalino,
só assim poderei fazer a real
varredura das ilusões adquiridas.

Venha de onde vier,
estou aqui,
para encarar de frente,
quero, exorcizar - me dos maus agouros
e assegurar o meu lugar ao sol.

Quem será,
que estenderás,
a mão que tanto procuro,
o ombro amigo,
parece que ninguém mais
se preocupam comigo,
por favor, devolvam - me a outra face.

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