domingo, 3 de maio de 2009

A FONTE QUE JORRA AMOR

O dia clareava no horizonte, despontando um intenso doirado matinal. Era uma bela manhã de sol, anunciando um lindo dia espraiando raios de esplendor. Aquele jovem, jamais deixou de se perguntar onde estava a fonte do amor.

O dia caminhou lentamente para o ocaso, que a natureza lhe ofertara, dando lugar a noite que chegava. Após um dia de estudo de filosofia pura, antes de se recolher ao leito, aquele jovem olhou para um quadro exposto na parede, a sua frente, presente de sua saudosa mãe, e mergulhou numa intensa meditação.

Muitas cenas desenhavam-se em sua visão interior. Naquela introspecção contemplativa, cores abstratas e quadros transparentes se apresentavam em sua mente. Aquele jovem tinha um objetivo, queria saber onde estava a fonte do amor, onde nascia o sentimento tão belo que o fazia feliz,

em todos os momentos.

Num repente quase mágico, talvez criado em seu pensamento, ele avistou ao longe uma linda fonte de água cristalina. Aproximou-se e por detrás das águas que jorravam, havia vários desenhos com algumas inscrições. Mas um apenas um, lhe chamou a atenção. Ali naquele quadro, escorria constantemente uma água de um doirado intenso, tão intenso quanto o ouro polido, cuja água brilhava como o sol de uma bela manhã.

Ali naquele quadro, aquele jovem leu o que estava escrito:

Se queres saber o que é o amor, pergunta a uma flor que desabrocha, acariciada pelo orvalho da madrugada;

Se almejas saber onde está o amor, indaga aos corações que já amaram intensamente, e guardaram a pureza do que ficou. Mas, se buscas saber onde está a fonte do amor, olha para a face esquecida de uma mãe que perdeu o filho, numa ida sem volta, mas que jamais perdeu a esperança de reencontrá-lo no amor de Deus.

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