terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

OS PÁSSAROS

Num lago límpido de águas frias
raso meus olhos no horizonte
e vejo como vindo de um monte
mil pássaros voando até mim.

Na orla do lago, pés descalços
vejo assombrado aquela escuridão
tão imensa como a imensidão
sempre a cantar o seu bem despertar.

E passando por cima de minha cabeça
o céu se escurece por momentos
mas não há razões para lamentos
que os pássaros partiram para a manhã.

Raia alto o sol no ar e eu banho-me
como num ritual, já sem o escarcéu
das aves pequenos pontos no céu
que do lago ao longe vejo a submissão.

Corre um leve brisa junto às águas
mas é uma brisa quente que acalenta
não nos invade apenas nos sustenta
o que é de bom viver e ser vivido.

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