quarta-feira, 3 de junho de 2009

Recebendo doces rios

Verde-mar do meu crepúsculo recebe doces rios,
que em agonia aconchegam-se sem cerimônia,
e plantam o sol da meia-noite que resiste às marés.


Resplandece luas-novas submersas.
Planta lírios perfumados em castelos de areia,
que desfazem todo o mal desses dias de final.
Verde-mar do meu crepúsculo faz azul...


o som das águas que acampam pela praia,
regando conchas pelo chão em abandono,
tomando-as pelas mãos com carinho insano.
Verde-mar do meu crepúsculo, cultua a vida,

... e em reverência ignora as agruras,
desenhando com cinzas, dias de carnaval.

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