quarta-feira, 3 de junho de 2009

Poema Madrigal

Sob esta luz que agora incide

Em minha palavra,

Quero abrir meus novelos,

Passear em teus veios,

Sentir na foz, na voz,

A melodia, o dançar das velas,

A comunhão em fetiches!



Sobre a branca folha,

Minha herança, a bonança

Dos verbos em cores e tons

Desaguando-te na pele desnuda,

Aguda, poema madrigal!



Minhas linhas,

Querem-te em nuances mágicas,

Lúdicas como teu céu, límpida

Como as águas que te trazem

Em véus do oriente,

Quero teu ventre, teu sol,

Teu beijo passional!

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